Projeto para 2020: #52Fotos

No ano de 2013 fiz e publiquei uma foto por dia. A tarefa não foi fácil e apenas um dia desse ano eu esqueci de fazer a foto. Tá tudo no álbum do Flickr (ainda não exclui a conta).

Com o término do Curso do Mestrado (que vou contar em outro post, um dia desses) e o tempo livre das férias (marquei as férias antes de saber do Covid-19, pena) comecei o projeto de fazer e publicar fotos regularmente. Dessa vez, pra não ficar tão cansativo, será uma foto por semana. A primeira imagem foi essa aqui

https://www.instagram.com/p/B-mmOP8HBda/

Depois dessa, mais duas fotos já entraram no projeto até o momento. Ainda estou vendo um plugin para colocar aqui apenas as fotos do projeto. O Instagram não tem os álbuns que o Flickr tem, o que é uma pena. As ultimas fotos do perfil inteiro são essas.

E porque não publicar no Flickr?

Depois que o Yahoo se livrou vendeu o Flickr, os novos donos colocaram um limite de 1000 fotos. Ao tentar subir uma foto, recebi a mensagem de que para enviar uma nova foto, preciso excluir a anterior. Não dá pra ser feliz assim. Também não quero ter que criar outra conta. Então, o Flickr fica quietinho como está. Ate lá, as fotos vão para o Instagram mesmo.

O uso excessivo de celular está nos desumanizando

Encontrei esse texto no site Family Research Council, publicado em 23 de agosto de 2019, de autoria de Daniel Hart, nas minhas pesquisas para a Dissertação. Entrei em contato com o site e, depois de receber autorização, publico aqui o texto traduzido. Que venham outros, em um futuro pós mestrado 🙂

Fundado em 1983, o Family Research Council é uma organização educacional e de pesquisa sem fins lucrativos dedicada a articular e promover uma filosofia de vida pública centrada na família. Além de fornecer pesquisa e análise de políticas para os setores legislativo, executivo e judicial do governo federal norte americano, a FRC procura informar a mídia, a comunidade acadêmica, os líderes empresariais e o público em geral sobre questões familiares que afetam o país de uma maneira geral, dentro dos preceitos da bíblia. Eles podem ser encontrados no site www.frc.org, telefone (800-225-4008) ou então através do endereço para correspondência (801 G Street, NW, Washington, D.C. 20001).

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Fonte: FRC.org

Atualmente, encontrarmos muitos autores que tratam sobre a dependência de smartphone em nossa sociedade, principalmente entre os mais jovens e como este aparelho diminui a qualidade de vida desse grupo. Já perdi a conta de quantas histórias li sobre como nossa sociedade parece ter uma atenção reduzida devido ao vício ao smartphone ou ainda sobre as crianças não fazerem contato visual por estarem com o smartphone nas mãos.

Recentemente, um amigo me contou que durante uma sessão de treinamento no novo emprego, dois jovens de vinte e poucos anos ao seu lado passavam mais tempo olhando para o smartphone do que para o supervisor que estava dando o treinamento. Antigamente, estas aterrorizantes histórias faziam parte de um imaginário coletivo. Hoje, dados confirmam tristemente que esta é uma realidade cada vez mais presente. Um artigo preocupante do Dr. Clay Routledge, publicado no site Institute for Family Studies cita que o longo tempo gasto em smartphones está levando a uma série de deficiências alarmantes nas relações e interações humanas básicas:

Em um experimento de campo, os pesquisadores descobriram que ter celulares presentes durante uma refeição com familiares ou amigos diminuía o prazer dessa experiência social. Outro experimento que envolveu pares de estudantes universitários que esperavam junto com ou sem seus celulares descobriu que aqueles que não tinham telefone tinham muito mais probabilidade de sorrir e interagir uns com os outros do que aqueles com celulares. E um estudo descobriu que fazer com que os estudantes universitários limitassem severamente o uso diário das mídias sociais por um período de três semanas diminuía a solidão e a depressão. Em suma, um crescente corpo de pesquisa experimental está fornecendo evidências empíricas de que os celulares nos distraem de experimentar completamente o mundo real.

Estas descobertas são preocupantes por interferirem negativamente no convívio familiar. Routledge afirma que em um outro experimento envolvendo os pais e as interações com seus filhos em um museu mostram que pais com grau maior de dependência de smartphone relatam sentirem-se menos atentos e menos conectados socialmente em comparação com aqueles pais que possuem menor grau de dependência. Além disso, o mais dependentes afirmam sentir menor significado na vida enquanto estavam com seus filhos no museu.

Talvez o mais assustador seja uma pesquisa do Pew Research Center citada por Routledge:

No que diz respeito especificamente aos smartphones e à vida familiar, uma pesquisa da Pew descobriu que cerca de metade dos adolescentes diz que seus pais são distraídos por seus telefones quando tentam conversar com eles, e mais de 70% dos pais relatam que seus adolescentes são distraídos quando tentam converse com eles.

Quando a dependência de smartphone estraga até a relação social mais básica – a conversa com os membros de nossa família – você sabe que existe um sério problema. O que Routledge faz alusão e o que a FRC enfatizou a anos é que a família fornece a forma mais básica de significado na vida de uma pessoa através do amor que ela recebe, o que, por sua vez, forma nosso principal senso de autoestima. Quando essa fonte mais fundamental de significado em nossas vidas é comprometida pelo colapso da comunicação e dos relacionamentos familiares, coisas ruins acontecem.

O lançamento do Iphone em 2007 marcou o inicio de uma crise de saúde mental na geração pós millenials (os que nasceram no fim dos anos 1990), incluindo taxas crescentes de depressão, ansiedade e suicídio.

Menos tempo de tela, mais satisfação

Sem dúvidas que os tablets, smartphones e outros dispositivos conectados a internet melhorarm nossas vidas de muitas formas. Porém, como qualquer tecnologia (ou qualquer outro bem mundano), os crentes sabem que a moderação é fundamental. Para desenvolver hábitos saudáveis no uso da tecnologia, é preciso ver os smartphones como aquilo que eles são: uma ferramenta, não uma necessidade.

A principal forma para evitar a dependência de smartphone em nossos filhos e nas futuras gerações é limitar a quantidade de tempo que eles passam de olho na tela. Como fazer isso? De uma forma simplificada, se estão fora do alcance dos olhos, estão fora do alcance da mente. Se cultivarmos o hábito de que nossos lares são locais para o aprendizado e lazer, dificilmente veremos a dependentes de tela. Também pode haver um planejamento de uso saudável das telas, o que pode melhorar a vida familiar com, por exemplo, a exibição comum de filmes ou eventos esportivos.

Em um determinado momento da vida da criança, eles vão ver que seus colegas têm smartphones e, naturalmente, desejarão ter um também. Mas se educarmos nossos filhos com o entendimento de que eles não devem ganhar um smartphone mas, ao invés disso, de que eles devem trabalhar, conseguir seu dinheiro e com isso comprar seu aparelho, eles terão mais chances de ver os smartphones não como um item de necessidade, mas como uma ferramenta.

Com essa perspectiva saudável desde pequenos, é muito menos provável que as crianças se tornem viciadas em smartphones quando forem mais velhas e tenham acesso ao aparelho.Como sugerem os dados emergentes, e como sabemos inerentemente, no fundo, somos mais felizes e satisfeitos quando passamos menos tempo visualizando uma tela e mais tempo se envolvendo com o próximo.

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“Meu Celular, Meu Vício”

Tem 3 semanas que estou divulgando via redes sociais que estou coletando dados para a minha dissertação e esqueci de registrar isso nesse pequeno blog 😛

Uma imagem que deve explicar bastante coisa. Eu acho

A pesquisa é sobre dependência de smartphone, um tipo de vício comportamental que está em crescimento na população brasileira. Até o Governo está atento ao assunto, com o programa de Detox Digital Brasil, promovido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

O foco da pesquisa são os estudantes das Instituições Públicas de Ensino Superior, nas esferas Federais, Estaduais e Municipais (sim, existe Universidade Municipal) . Um site reúne todas as informações da pesquisa. O endereço é http://mcmv.rafaelamorim.com.br

Para o desenvolvimento da pesquisa, escrevi um aplicativo para Android chamado “Meu Celular, Meu Vício” que apresenta 2 questionários na primeira vez que é aberto. Um trata de medir o perfil de dependência de smartphone e o outro é um questionário sócio econômico. Depois disso, o aplicativo coleta periodicamente algumas informações, como percentual de bateria e ciclos de carga e descarga, tempo que o aparelho é utilizado, aplicativos utilizados e ações realizadas no aparelho, como aquela conferidinha no relógio que muitas vezes a gente precisa fazer 2 vezes, por que a primeira foi tão rápida que nem deu tempo de ler a hora. Eu sou um que faço isso o tempo todo…hehehehe

De tempos em tempos, esses dados são enviados via internet para um banco de dados centralizado, sem revelar quem é o participante. O que é acessado, escrito ou lido, além das fotos e vídeos são coisas privadas do participante e assim permanecem. Eu não acesso a isso e não tenho como saber quem é a pessoa na base de dados. Uma mostra dos dados que estão na base (além da estrutura da base) pode ser acessada no endereço https://mcmv.rafaelamorim.com.br/sampledata.php

A coleta dos dados vai até meados de dezembro. Então, peço que instale o app, ou se não se enquadrar na pesquisa, divulgue a pesquisa e me ajude 🙂

Abraço!

Adeus Flickr. E obrigado por esses 8 anos de parceria

Ao acessar o Flickr hoje para pesquisar umas imagens, encontrei um aviso de que o site vai mudar o modo de operação. E na minha opinião, pra pior

Sejamos sinceros. O Flickr é o melhor lugar para se conectar, descobrir e evoluir como fotógrafo e amante da fotografia. Esta é a maior comunidade de fotógrafos do mundo. Aqui, juntos, esta comunidade recém-independente pode moldar o futuro da fotografia em si.
Hoje estamos anunciando atualizações das ofertas da conta do Flickr Pro e gratuita.
#tenso…

Descendo a página inicial, tudo se explica. Se os velhos proprietários não gostavam de dinheiro, os novos gostam. E muito.

O Flickr Pro está melhor que nunca. Por apenas $49.99 ao ano, você recebe armazenamento ilimitado, navegação sem anúncios, estatísticas avançadas, uma comunidade inigualável e muito mais.
US$ 50,00 pra publicar as fotos que faço no pouco tempo livre que tenho? Tá salgado…

Pesquisando a cotação do dólar de hoje (12/11/2018)…

… e convertendo os US$ 50,00, a fatura iria vir com um acréscimo de R$ 187,50. Mais tributação. Essa compra não vai acontecer aqui.

E a conta gratuita? Vai acabar?

Antigamente, o limite de imagens em exibição na galeria era de 200 fotos. Quem era PRO não tinha limites e o valor para mudar de plano era acessível. Assim, por 2 anos fui usuário PRO. Quando o valor subiu, junto com os limites (principalmente o de exibição de fotos) deixei o PRO pelo caminho. Com isso minha galeria ganhou bastante fotos. Teve um ano que foram pelo menos 365. Pensei comigo, se a quantidade de fotos seguir ilimitada, não tem problema. Eis que ao descer a página encontrei isso nas letrinhas miúdas:

“Os membros de contas gratuitas com mais de 1.000 fotos ou vídeos carregados no Flickr têm até terça-feira, 8 de janeiro de 2019, para atualizar para o Pro ou baixar o conteúdo acima do limite. Após 8 de janeiro de 2019, os membros acima do limite não poderão mais enviar novas fotos para o Flickr. Depois de 5 de fevereiro de 2019, as contas gratuitas que contiverem mais de 1.000 fotos ou vídeos terão o conteúdo apagado, começando do mais antigo para o mais recente, para atender ao novo limite.” (grifo meu) 

Não vejo problemas se eles limitassem o tamanho máximo de cada imagem, ou ainda a quantidade de uploads. Mas limitar quantidade de itens em galeria, nos tempos de Facebook, Instagram e celulares capazes de fazer milhares de fotos em pouco tempo, pra uma rede social que já não é tão relevante assim?  É demais pra mim. 

Pra onde ir agora?

Não tenho conta no Instagram. Facebook muda a qualidade da imagem, segundo um amigo (cego funcional como sou, não noto diferença) e ultimamente não morro de amores. 500px  me pareceu confuso, principalmente com relação aos direitos de imagem. Google Fotos? É uma opção a ser considerada. Outras opções? Deixe nos comentários

Ou então trago a galeria para o site. Espaço tem. Já instalei o plugin Responsive Lightbox & Gallery para testar.  Atualizações sobre isso em breve.