Texto 10/52 – Querem desmontar ela. É serio?

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O desrespeito não é só aqui. Fonte: Diario Web

Li no jornal de domingo (06/07/2014)que o pessoal da Prefeitura ainda quer desmontar a ciclovia. Agora a ideia é que em alguns horários seja estacionamento e em outros, ciclovia.

Em outras cidades do pais vagas de carros estão sendo transformadas em ciclovias, para permitir que mais pessoas circulem de bicicleta com segurança. São Paulo está criando mais 400 km de ciclovias. Porto Alegre também se transforma para acolher os ciclistas e até o fim de 2015 contará com 50 km de ciclovias. Pelotas está investindo mais de R$ 73 milhões em projetos de mobilidade urbana e no final desse processo entre outras melhorias, a cidade contará com 20 km de ciclovias. Aqui se tem 4 km é muito.

Em outros países o numero de adeptos ao ciclismo é cada vez mais maior e mais cada vez mais incentivado.Na França, em caráter experimental, trabalhadores receberão €$ 0,25 por km para ir ao trabalho de bicicleta. A estimativa do governo é de uma economia de €$ 5,6 Bilhões na área de saúde. O projeto tem um custo de €$ 20 Milhões. A Alemanha construirá, esse ano, com 60 km de extensão, a primeira de sua projetada rede de autoestradas com 4 pistas exclusivas para ciclistas. E a União Européia foi favorável a ampliação da EuroVelo (informações em inglês e em português), a rede européia de ciclovias. A rede disponibilizará até 2020 70.000 km de ciclovias.

Mapa da Eurovelo. Fonte: Wikipedia
Acho que o uso da bicicleta nos centros urbanos é um caminho sem volta. Eu sou só comecei a pedalar por causa da ciclovia, em 2011. Aquela área só recebe atenção quando o mato cresce e impede de ver o lado de Rivera. E agora pode ser desmontada. Dá pra deixar isso passar assim?

Texto 3/52 – Sabe o que é URB-AL?

Quando pedalei até a eólica, e faltando 5km para chegar ao destino, uma placa me chamou a atenção. Além das informações turísticas naquela direção, um logo dizia URB-AL III. Como no site da prefeitura de Santana do Livramento não há nenhuma referencia (informar a população sobre o que acontece ainda não é o nosso forte), comecei a pesquisar. Olha o que descobri.

De acordo com um press release que encontrei:

URB-AL III (2009-2012) é um programa de cooperação descentralizada da Comissão Europeia cujo objetivo é contribuir para incrementar o grau de coesão social nas coletividades subnacionais e regionais da América Latina. Com um orçamento total de 64,4 milhões de euros não reembolsáveis, está integrado por 20 projetos de cooperação com impacto em 75 territórios (equivalentes a mais de 500 municípios) da América Latina, abrangendo uma população de uns 23 milhões de pessoas. URB-AL III tem cerca de 82.000 beneficiários diretos e 1,2 milhões de beneficiários semi-diretos. 
  
Dos territórios de execução do URB-AL III, 10 correspondem ao Brasil e supõem um investimento aproximado de 5,8 milhões de euros. No Brasil, o programa está presente em Pernambuco (projeto Políticas Locais de Prevenção da Violência em Áreas Urbanas); nos municípios de Alegrete, Quaraí, Rosário do Sul e Santana do Livramento (projeto URB-AL Pampa); Paraná (projeto EULAWIN); Ponta Porã (projeto Linha Internacional); São Paulo e Rio de Janeiro (projeto INTEGRATION); e Rio Grande do Sul (projeto COCAP).

Pedalando até a Eólica - 5

Na região de Livramento e Rivera, o URB-AL Pampa recebeu um aporte de mais de 3 milhões de Euros. Aqui foi realizado, segundo este documento:

  1. Política de desenvolvimento econômico sustentável
  2. Política de proteção ambiental
  3. Política local de educação e proteção ambiental
  4. Política local para fortalecimento da economia local
  5. Política local para o fortalecimento e promoção do turismo e do património cultural
  6. Política local para o meio ambiente
  7. Política local para turismo
  8. Política para desenvolvimento da ovinocultura
  9. Política para desenvolvimento do turismo
  10. Política para desenvolvimento rural
  11. Política para saúde no campo
  12. Programa de apoio municipal para os produtores de frutas e verduras
  13. Programa de modernização agrícola municipal
  14. Programa municipal para desenvolvimento rural

Dos projetos, conheço apenas o do mapeamento dos pontos turísticos. Desses, visitei apenas a Usina Eólica e tenho vontade de visitar o Vale del Lunarejo, que está no Uruguai. 

É uma pena que esse projeto não tenha recebido uma ampla divulgação do governo municipal. Uma placa aqui e outra acolá não é suficiente. O site oficial do projeto URB-AL Pampa já não existe mais. Mas algumas referencias ao projeto ainda existem. Coloco aqui o que eu encontrei:

Aglomerados urbanos em área protegida: métodos para promover o desenvolvimento socioeconómico da população com a tutela da natureza

Texto 2/52 – Pedalando e realizando pequenos sonhos

Confesso que passei a semana toda pensando (e tentando) escrever esse texto sem focar nas vivências desta (ou da outra) semana. Mas é dificil, quando a gente está em férias e tentando ficar o mais longe possível do computador. Assim, contarei uma pequeno sonho que alcancei nessas férias.

Pedalando até a Eólica - 3

Desde que (re)comecei a pedalar, ir a Usina Eólica pedalando foi um pequeno sonho que desejei realizar. Todo mundo fica achando que pedalar grandes distancias é coisa de maluco, mas como diz a Rita Lee no hino dos malucos “…nós, os malucos, vamos lutar, pra nesse estado continuar…”. Então como bom maluco que sou parti no fim do dia 3/01/2014 em direção a Usina. Combinei com a Cássia para ir me buscar depois 1 hora e meia de saida, pois não sabia se teria sinal de telefone para avisar quando chegasse lá e nem pernas para voltar.

 

O caminho é relativamente curto (cerca de 22km), destes 17km são em asfalto e os outros 5km em estrada de terra. A BR 293 (que liga Livramento a Quarai) não tem muito movimento, o que por um lado é uma segurança para o ciclista. Essa estrada possui looongas (mas não ingremes) subidas, e eu com uns 125 kg somados a uma bicicleta pesada (e que tem um amortecedor no quadro pra roubar um pouco da energia da pedalada) fizeram com que encarase as subidas a velocidades entre 7 e 10km/h. Nas descidas esse peso todo ajudou em algo e cheguei a 55km/h (segundo o velocimetro da bicicleta). Calcule o nível de adrenalina no sangue o_O

Pedalando até a Eólica - 1

 

Pedalando até a Eólica - 9

Quando cheguei na Usina Eólica, o centro de atendimento ao turista já estava fechado. Só havia um segurança por lá. E como estava sem água e com sede, perguntei se era possível ele abrir o portão para pegar água. Ele abriu o portão e depois de pegar água fiquei conversando com ele enquanto a Cássia não chegava pra me levar pra casa. As fotos que fiz nas paradas durante o trajeto estão neste álbum do flickr.

Agradeço publicamente a Cássia e a Malu (os amores da minha vida) pela paciência e pela assistência. Sem o apoio de vocês nunca teria começado essa maluquice 🙂

 

Algumas informações do trajeto, que foi gravado pelo app Google Minhas Trilhas:

  • Tipo de atividade: ciclismo
  • Distância total: 21,17 km (13,2 milhas)
  • Tempo total: 1:50:43
  • Tempo de deslocamento: 1:28:43
  • Velocidade média: 11,47 km/h (7,1 milhas/h)
  • Velocidade média de deslocamento: 14,31 km/h (8,9 milhas/h)
  • Velocidade máx.: 53,33 km/h (33,1 milhas/h)
  • Ritmo médio: 5:14 min/km (8:25 min/mi)
  • Ritmo médio de deslocamento: 4:12 min/km (6:45 min/mi)
  • Ritmo mais rápido: 1:08 min/km (1:49 min/mi)
  • Elevação máx.: 332 m (1089 pés)
  • Elevação mín.: 188 m (617 pés)
  • Ganho de elevação: 335 m (1100 pés)
  • Grau máx.: 14 %
  • Grau mín.: -11 %

Pedalando até a Eólica - 10

Gráfico da altimetria (gerado pelo site http://www.gpsvisualizer.com).

Pedalando até a Eólica - Altimetria

Pedalando e andando – Parte 2

OláHoje é dia 20/11 e já estou no 34o dia da aposta. Alguém vai perder essa. E estou indo bem, para quem não fazia exercicios por mais de 10 dias seguidos nos ultimos 15 anos 🙂

Me perguntaram se emagreci alguma coisa. Sinceramente não notei. E se emagreci por um lado o corpo compensou por outro reforçando a musculatura e a balança disse que continuo na casa dos 124 kg. Tenho mudado a alimentação? Não, mas tenho colocado lanches no meio do periodo, o que acaba fazendo que não tenha tanta fome nas refeições “grandes” (a não ser nos dias que estive fora, comendo pizza na janta). Nestes dias que estive fora tive 2 problemas. Um foi uma dor no tornozelo e a outra foi não estar com a bicicleta. O primeiro foi resolvido com uma ligação para a farmacia e o segundo foi resolvido de forma acidental. O hotel que fiquei fica a uma distancia razoável do local do curso. Então a caminhada valeu como dia pedalado 🙂

É isso. Quando chegar ao 60 dia coloco alguma novidade por aqui.

 

Abraços!

Pedalando e andando – Parte 1

A Cássia está certa em brigar comigo para comer menos e tentar ter uma vida saudável, mas não é fácil. E os culpados são tantos… Carregar quase 130 kg não é mole. Já to me sentindo na idade do condor :-)Construiram uma ciclovia a duas quadras de casa. E eu, boca grande, disse que se tivesse uma bicicleta, iria para o trabalho todo dia. A Cássia, num acesso de riso disse que pagava pra ver. E eu topei. Aposta feita, a ser cumprida quando tivesse a tal da bicicleta. Contei para o Tulon, que mui amigo me emprestou a bicicleta dele, que estava parada. Agora não tinha mais saida. Ou pedala ou perde a aposta.

Vou contar aqui o andamento da coisa. Assim fico com um registro para provar que não pulei nenhum dia. As regras (devidamente acordadas) são:

  • Duração de 90 dias.
  • Ida da manhã e volta a tarde contam 1 dia (meio dia transporte é o carro já que o sol é forte e o horário é curto);
  • Dia de chuva é dia de chuva 🙂 Não conta;
  • Fim de semana/feriado. 30 minutos de atividade fisica contam 1 dia;
  • Se esqueci de alguma regra, coloco depois aqui;

Dia -1 (28/09/2011)

Depois de preparar a bicicleta, dei uma volta. Pedalada noturna. Não me senti tão mal assim (uns 13 anos sem pedalar). Quase cai, quando a lingua quase enrolou na roda da frente…hehehe. Fui de casa até a unipampa e voltei. Tempo: 20 minutos na bicicleta, 20 empurrando ela.

 

Dia 0 (02/10/2011)

Até esse dia, tinha expectativa de ir-e-voltar meio dia. O sol estava forte, cansei na segunda quadra. Mas segui firme. Fui até a unipampa e voltei. Tempo pedalando/caminhando: 30 minutos.

 

Dia 1 (03/10/2011)

Amanheceu um dia frio. Botei uma jaqueta, boné, peguei a mochila e me fui. Cansei na esquina de casa. Pensei em voltar e desistir. Mas sou brasileiro e não desisto nunca. Fui indo. Se eu estivesse indo de F1, não tinha trocado tanto de marcha quanto troquei na bike. Levei 20 minutos pra chegar no campus. Depois de “estacionar” a bicicleta, fui pra cozinha do campus para me recompor. A dor de cabeça me deixou assustado. Depois passou. Acho que foi o frio.

De tarde, o clima estava mais agradável e a volta foi “tranquila”.

Tempo de bike no dia: 40 minutos (pedalando e/ou empurrando) aproximadamente.

 

Dia 2 (04/10/2011)

O frio continuou. E nesse dia me abriguei mais. De novo cansei na esquina de casa, mas não cheguei tão mal assim no campus. A volta também foi tranquila.

Tempo de bike no dia: 35 minutos (pedalando e/ou empurrando) aproximadamente.

 

Dia 3 (05/10/2011)

Conversando com a Cássia no dia 04, concordamos que deveria misturar pedalada + caminhada. Ai nesse dia tive a “jenial” idéia de vir ao meio dia para casa caminhando. Só que esqueci que no fim da tarde tinha que voltar para casa de bicicleta. Me detonei TODO. As 14hs não tinha força para caminhar dentro da minha sala…

A parte boa é que tive uma melhora na resistência física. Agora já canso na SEGUNDA esquina…hehe.

Tempo de bike no dia: 45 minutos (pedalando e/ou empurrando) aproximadamente.

Tempo caminhando: 35 minutos

A jornada continua…