Adeus Flickr. E obrigado por esses 8 anos de parceria

Ao acessar o Flickr hoje para pesquisar umas imagens, encontrei um aviso de que o site vai mudar o modo de operação. E na minha opinião, pra pior

Sejamos sinceros. O Flickr é o melhor lugar para se conectar, descobrir e evoluir como fotógrafo e amante da fotografia. Esta é a maior comunidade de fotógrafos do mundo. Aqui, juntos, esta comunidade recém-independente pode moldar o futuro da fotografia em si.
Hoje estamos anunciando atualizações das ofertas da conta do Flickr Pro e gratuita.
#tenso…

Descendo a página inicial, tudo se explica. Se os velhos proprietários não gostavam de dinheiro, os novos gostam. E muito.

O Flickr Pro está melhor que nunca. Por apenas $49.99 ao ano, você recebe armazenamento ilimitado, navegação sem anúncios, estatísticas avançadas, uma comunidade inigualável e muito mais.
US$ 50,00 pra publicar as fotos que faço no pouco tempo livre que tenho? Tá salgado…

Pesquisando a cotação do dólar de hoje (12/11/2018)…

… e convertendo os US$ 50,00, a fatura iria vir com um acréscimo de R$ 187,50. Mais tributação. Essa compra não vai acontecer aqui.

E a conta gratuita? Vai acabar?

Antigamente, o limite de imagens em exibição na galeria era de 200 fotos. Quem era PRO não tinha limites e o valor para mudar de plano era acessível. Assim, por 2 anos fui usuário PRO. Quando o valor subiu, junto com os limites (principalmente o de exibição de fotos) deixei o PRO pelo caminho. Com isso minha galeria ganhou bastante fotos. Teve um ano que foram pelo menos 365. Pensei comigo, se a quantidade de fotos seguir ilimitada, não tem problema. Eis que ao descer a página encontrei isso nas letrinhas miúdas:

“Os membros de contas gratuitas com mais de 1.000 fotos ou vídeos carregados no Flickr têm até terça-feira, 8 de janeiro de 2019, para atualizar para o Pro ou baixar o conteúdo acima do limite. Após 8 de janeiro de 2019, os membros acima do limite não poderão mais enviar novas fotos para o Flickr. Depois de 5 de fevereiro de 2019, as contas gratuitas que contiverem mais de 1.000 fotos ou vídeos terão o conteúdo apagado, começando do mais antigo para o mais recente, para atender ao novo limite.” (grifo meu) 

Não vejo problemas se eles limitassem o tamanho máximo de cada imagem, ou ainda a quantidade de uploads. Mas limitar quantidade de itens em galeria, nos tempos de Facebook, Instagram e celulares capazes de fazer milhares de fotos em pouco tempo, pra uma rede social que já não é tão relevante assim?  É demais pra mim. 

Pra onde ir agora?

Não tenho conta no Instagram. Facebook muda a qualidade da imagem, segundo um amigo (cego funcional como sou, não noto diferença) e ultimamente não morro de amores. 500px  me pareceu confuso, principalmente com relação aos direitos de imagem. Google Fotos? É uma opção a ser considerada. Outras opções? Deixe nos comentários

Ou então trago a galeria para o site. Espaço tem. Já instalei o plugin Responsive Lightbox & Gallery para testar.  Atualizações sobre isso em breve.

Upgrade no HeatMap

Desde abril de 2018, com a mudança do servidor, o projeto do heatmap ficou capenga. Inicialmente o banco de dados era o PostreSQL, e o servidor novo só possui MySQL. Além disso, o PGSQL lida de forma diferente com dados geográficos, o que me obrigou a repensar quase todo o banco de dados, pois as consultas convertidas ficaram incrivelmente demoradas.

Por fim, percebi que era mais rápido pegar do Strava todas as atividades outra vez do que migrar o banco de dados. Isso gerou uma mudança no funcionamento do sistema. Antes, as atividades vinham doações de usuários e de uns grupos que faço parte. Agora só tem atividade doadas. Então quem quiser colaborar, precisa clicar no botão “Adicionar atividades ao mapa” e seguir as orientações.

Na parte da programação, reescrevi quase tudo. Dessa vez fazendo uso do CodeIgniter como framework. Só depois que o código já estava adiantado é que descobri que a biblioteca para pegar as atividades do Strava em CodeIgniter estava em um estágio muito embrionário. A solução foi melhorar o código existente e devolver a comunidade. Tá aqui nesse link do GitHub.

O resultado final está no mesmo endereço de antes.

www.rafaelamorim.com.br/heatmap

HeatMap versão 1.0.1

Sobre os dados

Os dados coletados e armazenados são manipulados de forma automática e utilizados para fins estatísticos e de composição do mapa. Tanto o mapa quanto as estatísticas não fazem nenhuma correlação com o atleta que criou a atividade.

Em nenhuma hipótese, os dados aqui armazenados serão compartilhados ou vendidos. Toda a informação gerada aqui é de divulgação pública. O uso das informações é permitido desde que eu seja notificado via e-mail no endereço amorim@rafaelamorim.com.br.

HeatMap de atividade física

Em conversa com um vereador do município de Santana do Livramento (RS) sobre a falta de atenção do poder público municipal para os ciclistas da cidade, fiquei sabendo que não existem informações sobre o assunto. Em nossa conversa, comentei sobre o Strava Global HeatMap, uma iniciativa do Strava que, utilizando mapa do tipo heatmap, aplica cores mais intensas aos traçados com maior utilização. Porém tal site não é atualizado desde 2015 e segundo a empresa, não há interesse em atualizar tal mapa. Dessa data até hoje, muitas pessoas começaram a fazer e registrar suas atividades físicas. Sendo assim, os dados ali apresentados não representam o cenário atual. Daí surgiu a necessidade de construir uma ferramenta que permita aos gestores públicos, ou quem mais se interessar em ajudar o movimento ciclo ativista a obter dados atualizados sobre a nossa realidade.

Além de ver quais os pontos mais movimentados da cidade, é possível ver, através de gráficos, os dias e meses com maior número de atividade e distâncias percorridas. Conforme a necessidade, outros dados podem emergir.

Para acessar o mapa, acesse www.rafaelamorim.com.br/heatmap.

Após construir o sistema básico para registrar os dados e o mapa para o município de Santana do Livramento (RS) percebi que dados de outras cidades e outros tipos de atividades também foram capturados. Então inclui filtros para algumas cidades (ou regiões, dependendo do caso), atividades (caminhada, corrida e pedalada) e período (2015, 2016 e 2017).

Colabore com o mapa

Os primeiros dados adicionados ao mapa foram obtidos através das atividades dos atletas participantes de alguns clubes do Strava que estou acompanhando. Porém, a estrutura do Strava só divulga as ultimas 200 ultimas atividades registradas nos clubes, o que limita o desenvolvimento do mapa para períodos anteriores a criação do site (set/2017). Além disso, a quantidade de atletas que ingressam nos clubes não reflete a quantidade de atletas em uma localidade, já que a participação do atleta em clubes é opcional.

Como os meus dados serão manipulados?

Os dados coletados e armazenados são manipulados de forma automática e utilizados apenas para fins estatísticos e de composição do mapa. Tanto o mapa quanto as estatísticas não fazem nenhuma correlação com o atleta que criou a atividade. Em nenhuma hipótese, os dados aqui armazenados serão compartilhados ou vendidos.

Em nenhuma hipótese, os dados aqui armazenados serão compartilhados ou vendidos. Toda as informações geradas aqui (mapas e gráficos) são de divulgação pública. O uso das informações é permitido desde que o autor do trabalho seja notificado via e-mail no endereço amorim@rafaelamorim.com.br e que receba o devido crédito.

Como faço para doar minhas atividades?

Para iniciar o processo, clique no botão “Adicionar minhas atividades ao mapa” na lateral do site e siga as instruções que aparecerão. Inicialmente serão importados ao mapa as suas últimas 200 atividades. Periodicamente será executado um comando para importar ao mapa as suas novas atividades.

Obrigado pela colaboração!