HeatMap de atividade física

Em conversa com um vereador do município de Santana do Livramento (RS) sobre a falta de atenção do poder público municipal para os ciclistas da cidade, fiquei sabendo que não existem informações sobre o assunto. Em nossa conversa, comentei sobre o Strava Global HeatMap, uma iniciativa do Strava que, utilizando mapa do tipo heatmap, aplica cores mais intensas aos traçados com maior utilização. Porém tal site não é atualizado desde 2015 e segundo a empresa, não há interesse em atualizar tal mapa. Dessa data até hoje, muitas pessoas começaram a fazer e registrar suas atividades físicas. Sendo assim, os dados ali apresentados não representam o cenário atual. Daí surgiu a necessidade de construir uma ferramenta que permita aos gestores públicos, ou quem mais se interessar em ajudar o movimento ciclo ativista a obter dados atualizados sobre a nossa realidade.

Além de ver quais os pontos mais movimentados da cidade, é possível ver, através de gráficos, os dias e meses com maior número de atividade e distâncias percorridas. Conforme a necessidade, outros dados podem emergir.

Para acessar o mapa, acesse www.rafaelamorim.com.br/heatmap.

Após construir o sistema básico para registrar os dados e o mapa para o município de Santana do Livramento (RS) percebi que dados de outras cidades e outros tipos de atividades também foram capturados. Então inclui filtros para algumas cidades (ou regiões, dependendo do caso), atividades (caminhada, corrida e pedalada) e período (2015, 2016 e 2017).

Colabore com o mapa

Os primeiros dados adicionados ao mapa foram obtidos através das atividades dos atletas participantes de alguns clubes do Strava que estou acompanhando. Porém, a estrutura do Strava só divulga as ultimas 200 ultimas atividades registradas nos clubes, o que limita o desenvolvimento do mapa para períodos anteriores a criação do site (set/2017). Além disso, a quantidade de atletas que ingressam nos clubes não reflete a quantidade de atletas em uma localidade, já que a participação do atleta em clubes é opcional.

Como os meus dados serão manipulados?

Os dados coletados e armazenados são manipulados de forma automática e utilizados apenas para fins estatísticos e de composição do mapa. Tanto o mapa quanto as estatísticas não fazem nenhuma correlação com o atleta que criou a atividade. Em nenhuma hipótese, os dados aqui armazenados serão compartilhados ou vendidos.

Em nenhuma hipótese, os dados aqui armazenados serão compartilhados ou vendidos. Toda as informações geradas aqui (mapas e gráficos) são de divulgação pública. O uso das informações é permitido desde que o autor do trabalho seja notificado via e-mail no endereço amorim@rafaelamorim.com.br e que receba o devido crédito.

Como faço para doar minhas atividades?

Para iniciar o processo, clique no botão “Adicionar minhas atividades ao mapa” na lateral do site e siga as instruções que aparecerão. Inicialmente serão importados ao mapa as suas últimas 200 atividades. Periodicamente será executado um comando para importar ao mapa as suas novas atividades.

Obrigado pela colaboração!

Review da Caloi Aluminium

Desde março de 2014 tenho pedalado na Caloi Aluminium. Escolhi ela pelo preço e pelas boas indicações que li no post do fórum do site pedal.com.br. A compra foi pelo site do Netshoes e o processo ocorreu sem nenhum transtorno.

O manual da bicicleta é bastante claro quanto a capacidade de carga da bicicleta: 90 km kg. Como eu continuo com um peso aproximado de 120kg, a bicicleta precisou passar por upgrades já na chegada para aguentar o peso extra: aros com parede dupla (Vzan Aero. O original é simples), pedal de alumínio (os originais são de material plástico), cubo e raios reforçados (só na roda traseira). Ainda troquei o selim por um mais confortável. Como o meu objetivo é rodar só  em asfalto, troquei os pneus MTB por um liso (Kenda K-90).

Atualmente a bike está com cerca de 4450 km rodados, e muitas peças ainda são originais: câmbios, cubos e raio da roda da frente, mesa, pedivela, garfo e freios. Os manetes e trocadores foram trocados (para Shimano EF-65) com menos de 3 meses de uso por que os originais são fracos. Aguentam bem um passeio esporádico de fim de semana, mas fazendo de 200 a 400 km no mês, a coisa complica.

Para o próximos meses, o aro traseiro e os câmbios serão substituídos, já que fui desafiado a fazer uma cicloviagem de 400km em setembro. Em vias de conclusão, o suporte para o bagageiro e alforges DIY. Na posição original do bagageiro, as alforges encostam nos pés. Quando as alforges estiverem “homologadas” para uso, conto por aqui.

Texto 21/52 – Mapa cicloviário de Santana do Livramento e Rivera

mapaCicloviario

A alguns meses encontrei no site Transporte Ativo um mapa cicloviário do Rio de Janeiro.  O projeto é código aberto (embora não tenha uma declaração explicita no site) e então resolvi fazer a versão para o de Livramento e Rivera. O mapa está em constante atualização e pode ser acessado em http://mapa.rafaelamorim.com.br

Agradeço ao site VaDeBike.org juntamente com Nighto e Transporte Ativo que tornaram esta ferramenta acessível à todos. Quem quiser ver a lista de cidades mapeadas pode abrir o esse link. Quem quiser saber como funciona ou fazer o mapa de outras cidades, clique aqui.

Contribuições para a melhoria do mapa são sempre bem vindas. Entre em contato.

Texto 16/52 – Minha primeira (e a segunda também) cicloviagem

Estou para escrever esse texto desde março. E é em momentos assim que eu vejo como o #52Textos está atrasado 🙁

Na terça feira de carnaval (04/03/2014), ainda com a Winner Zeta, me aventurei em uma ciclo viagem. Nada grande, mas para quem estava com uns 123 Kg, sem preparo nenhum em pedaladas de mais de uma hora (ou 25km), foi algo assustador.

Saí de casa por volta das 9hs da manhã. Esse foi o primeiro erro. O segundo foi não ter levado filtro solar. Se seguir por essa linha, só listarei os erros. Melhor parar 🙂

Depois dos 45km o rendimento caiu absurdamente. Assim, considerando a demora, a falta de sinal do celular, falta de condicionamento físico, fui resgatado pela Cássia aos 74km de casa. Como estava muito cansado, nem reclamei. Coloquei a bicicleta no carro e fui para o almoço.

Ao todo foram 5 horas. Dessas, fiz 1hr de parada e em 4hs pedalando. Levei 2 garrafas de água, 1 de isotônico e 4 barras de cereal. Fui dosando a quantidade de isotônico a cada parada (1 gole curto no máximo) e meia barra de cereal a cada hora pedalada (mais ou menos).

Como não forcei o ritmo, no outro dia de manhã a sensação era que não tinha pedalado os 74 km. Mesmo não conseguindo chegar em Dom Pedrito, fui uma vitória pra mim.


Não satisfeito por não ter conseguido concluir a viagem de bicicleta, e desafiado convidado pelo cunhado, partimos no ultimo 7 de setembro. Dessa vez saímos às 06:00, mas ainda sim esqueci do filtro solar 😛


Na primeira ciclo viagem não gravei a pedalada pois fiquei com medo de ficar sem bateria. Mas em dupla tive coragem e gravei tudo. Obrigado Strava.

Recebemos lanche das equipes familiares no meio do caminho. O que foi ótimo, pois carboidrato só tinha nas barras de cereal e no isotônico, e chegou uma hora que isso já não estava enchendo a barriga 🙂

Nos últimos 20km o Estevam cansou muito. A bicicleta dele, com dupla suspensão, cansa MUITO MAIS do que a minha (que não tem suspensão nenhuma). Eu sei bem como é, pois passei isso na primeira ciclo viagem.

Depois de 8 horas entre pedal e descanso, chegamos a Dom Pedrito. A ida e volta completa no pedal ficou para outra data. Algumas fotos estão no post. As demais estão aqui (1ª ciclo viagem) e aqui (2ª ciclo viagem).

Texto 10/52 – Querem desmontar ela. É serio?

kombi-na-ciclovia
O desrespeito não é só aqui. Fonte: Diario Web

Li no jornal de domingo (06/07/2014)que o pessoal da Prefeitura ainda quer desmontar a ciclovia. Agora a ideia é que em alguns horários seja estacionamento e em outros, ciclovia.

Em outras cidades do pais vagas de carros estão sendo transformadas em ciclovias, para permitir que mais pessoas circulem de bicicleta com segurança. São Paulo está criando mais 400 km de ciclovias. Porto Alegre também se transforma para acolher os ciclistas e até o fim de 2015 contará com 50 km de ciclovias. Pelotas está investindo mais de R$ 73 milhões em projetos de mobilidade urbana e no final desse processo entre outras melhorias, a cidade contará com 20 km de ciclovias. Aqui se tem 4 km é muito.

Em outros países o numero de adeptos ao ciclismo é cada vez mais maior e mais cada vez mais incentivado.Na França, em caráter experimental, trabalhadores receberão €$ 0,25 por km para ir ao trabalho de bicicleta. A estimativa do governo é de uma economia de €$ 5,6 Bilhões na área de saúde. O projeto tem um custo de €$ 20 Milhões. A Alemanha construirá, esse ano, com 60 km de extensão, a primeira de sua projetada rede de autoestradas com 4 pistas exclusivas para ciclistas. E a União Européia foi favorável a ampliação da EuroVelo (informações em inglês e em português), a rede européia de ciclovias. A rede disponibilizará até 2020 70.000 km de ciclovias.

Mapa da Eurovelo. Fonte: Wikipedia
Acho que o uso da bicicleta nos centros urbanos é um caminho sem volta. Eu sou só comecei a pedalar por causa da ciclovia, em 2011. Aquela área só recebe atenção quando o mato cresce e impede de ver o lado de Rivera. E agora pode ser desmontada. Dá pra deixar isso passar assim?